Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Postal de Arranhó N°384: A Coreografia, o Cancioneiro


Monografia da Freguesia de Arranhó XV [1]

(continuação do anterior)

As três quadras que se seguem foram ouvidas a Maria Bernarda, de Trancoso de Baixo, num baile realizado em 1915, nessa localidade. A citada Maria Bernarda era uma cantora muito conhecida na região, tendo chegado a actuar gratuitamente na festa de Nossa Senhora de Ajuda, por volta de 1916.

            Rapazes de Santiago

            Raparigas Santiágueiros

            Arredem lá p’ró lado

            Que lá vêm os Trancoseiros

            MANÉL foi um perdido

            Perdeu a sua dama

            Vá lá MANÉL não percas

            O travesseiro à cama

            António me deu um lenço

            MANÉL um anel de oiro

            Quero mais ao lenço do TONHO

            Que ao anel daquele doido.

                                               GdaC,[2] quando tinha 10 anos e esteve em

                                               casa do seu tio Manuel, em Casal Velho

Eles a cantarem eram capazes de fazer bailes. Naquele tempo, eram cantadores de fama naquelas povoações,

            Na A-dos-Melros canta o Preto

            No Pardieiro o Ganhão

            Em Santiago o Zé Bexiga

            Em Casal velho o Morgado

            Policarpo na Admoirão

Este é um documento vivo ensinado a GdaC, por sua mãe, que por sua vez aprendeu quando rapariga nova. Morgado era casado com Gertrudes, ti da GdaC. Zé Bexiga era primo direito da mãe da GdaC.-Dados que enquadram melhor este belo documento e lhe dão vida.

            (continua)

Notas:
[1] Transcrição de manuscrito dactilografado: Lourenço, Carlos Alberto Alves | Monografia da Freguesia de Arranhó, 1976.
[2] abreviatura referindo-se a Gertrudes da Conceição (Estrudes Quita), nascida em 1905 

#UsosCostumes

© Direitos Reservados, Reprodução Proibida | Arranhó Memória e Gratidão, compilação e foto de José M. Ferreira Luiz