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Postal de Arranhó N° 367: O Lúcio de Alcobela de Cima

Memórias arranhoenses da Guerra no Ultramar II

Há uma natural relutância em falar da experiência de guerra. Embora estejam hoje muito banalizadas as imagens de guerra na Ucrânia, Gaza, na Síria, etc. pouco se fala ou partilha entre nós das memórias da experiência vivida durante a nossa Guerra no Ultramar, que decorreu entre 1961 e 1974.

Havia na época um bonito costume de oferecer cópias duma fotografia pessoal tirada no Ultramar, a familiares, amigos, namoradas, noivas.

Hoje, essas fotos estão remetidas ao esquecimento em velhos álbuns de família que já não se manuseiam. Muitos jovens ignoram mesmo que os seus pais, avós, bisavós, viveram esta experiência da mobilização e envio para a Guerra no Ultramar.

Os protagonistas dos acontecimentos vão ficando idosos e vão partindo, e estas recordações vão-se perdendo.

Com esta série procuramos resgatar um pouco dessas memórias. Neste postal apresentamos uma garbosa fotografia do Lúcio dos Santos Machado, de Alcobela de Cima, que esteve destacado na Guiné-Bissau.

A foto foi partilhada por um seu amigo e companheiro de armas na Guiné-Bissau, o António Diniz, da Seramena.
Os dois estiveram em Gadamael Porto, e faziam o abastecimento ao aquartelamento de Guileje em 70/72. Este último era um local muito difícil, intensamente flagelado com bombardeamentos pelo então inimigo, os guerrilheiros do PAIGC.

Notas:
[1] O quartel de Guileje (ou Guidaje) na Guiné-Bissau foi uma importante base militar portuguesa durante a Guerra Colonial, localizado perto (5 km) da fronteira com a Guiné-Conacri (Guiné), sendo um ponto estratégico e, por vezes, alvo de conflitos, recordado por veteranos portugueses como um local de batalhas difíceis e momentos marcantes da guerra.

#HistóriaLocal

© Direitos Reservados, Reprodução Proibida | Arranhó Memória e Gratidão, compilação e foto de José M. Ferreira Luiz