Não nos podemos deixar prender pela superfície das coisas. Há valores mais altos que se vão buscar ao passado, para nos ajudar a interpretar o presente, e, sobretudo para nos apontar para um futuro sempre mais risonho.
As várias gerações vão-se sucedendo, cada época tem a sua história e o seu contexto, e os mais jovens vão tendo oportunidade de deixar a sua marca.
Esta belíssima foto da aldeia de Arranhó recomenda uma atenção redobrada para os detalhes e pormenores que nos revela. Ela mostra uma típica aldeia saloia, e remete-nos para tempos em que a maioria dos que a vão ver, não era sequer nascido. É uma Arranhó bem diferente da actual, num Portugal também ele bem diferente.
Reparai como a igreja paroquial ficava tão afastada do centro histórico. Observai como à época o Rossio era uma zona pujante, assim como sucedia com o Outeiro. Reparai como o edífício da velha Sociedade era o último do núcleo urbano na estrada para o Sobral de Monte Agraço. Ou como era bem marcada a distância para o lugar de Ajuda, com muitas fazendas e courelas pelo meio. Reconhece o casal abaixo da igreja? E o casal que se encontra isolado a norte? Há tantos pormenores interessantes!
Esta é uma preciosa foto histórica, única e fundamental, para Arranhó e para os arranhoenses. Foi-me facultada pelo meu querido amigo António Raimundo Assis, autor da mesma, na altura em que nós estivemos a estudar e a preparar a grande exposição de 1989 no URDA por ocasião das Comemorações do Cinquentenário de Vida Associativa Organizada.
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© Direitos Reservados, Reprodução Proibida | Arranhó Memória e Gratidão, compilação e foto de José M. Ferreira Luiz
