Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Postal de Arranhó N°373: A  COREOGRAFIA, O CANCIONEIRO

Monografia da Freguesia de Arranhó IV [1]

O Vira

Não era passado nem escovinhado, era batido. Andavam todos á volta, sempre desgarrados, e todos para dentro e ao mesmo tempo. Ao bater viravam e depois seguiam a roda aguardando novo requebre da cantiga

Outras vezes a pular a pular, chegavam-se e quando batiam e ficavam de lado um com o outro.

Havia o vira de 6, em que batiam três pares de cada vez, e o vira de 4, em que batiam só dois pares.

As Marmelitas, a Rola, o Pombo

Francisco Simão e Quita velha, nascidos por volta de 1850, diziam que eram danças muito bonitas. Seus filhos não se lembram delas.

AGAJ [2] tem ideia, muito vaga de ainda ter dançado as marmelitas. Os pares andavam desgarrados e eram pelo menos quatro. [3]

O fandango, o verdigaio e o vira eram danças que estavam em voga no primeiro decénio deste século. [4]

(continua)

Notas:
[1] Transcrição de manuscrito dactilografado: Lourenço, Carlos Alberto Alves | Monografia da Freguesia de Arranhó, 1976.

[2] abreviatura usada para se referir a António Germano Alves Júnior, nascido em 1894.

[3] é curiosa esta referência, porque a dança tradicional As Marmelitas é frequentemente associada às regiões de folclore do centro de Portugal ( Beira Alta/Beira Litoral).

[4] o autor refere-se ao século XX.

#UsosCostumes

© Direitos Reservados, Reprodução Proibida | Arranhó Memória e Gratidão, compilação e foto de José M. Ferreira Luiz

Leave a comment